Perder peso não basta para entrar em forma
Diminuir números na balança não deve ser o único objetivo de quem quer entrar em forma e ganhar saúde. Isto porque, o emagrecimento não significa necessariamente que a pessoa terá mais saúde.
O peso total é constituído por massa magra (músculos, ossos e órgãos vitais), massa gorda, também chamado de tecido adiposo, o qual além da função de depósito de gordura é responsável pela produção e regulação de vários hormônios envolvidos no processo de emagrecimento e ganho de peso, e componente líquido. Sendo que 60% do peso é líquido, distribuído em intracelular, água que fica dentro das nossas células, e extracelular, que banha nossas células, variando com a idade, sexo e quantidade de gordura que o indivíduo possui.
Perda de líquido
Uma pessoa pode tomar diuréticos, perdendo peso na balança, mas o que realmente aconteceu foi eliminação de água na urina e não emagrecimento. A melhor maneira de saber se o emagrecimento está correto é por meio da avaliação da composição corporal. Geralmente usa-se um aparelho chamado bioimpedância, que discrimina o percentual de gordura e massa magra.
Perda muscular
Jejum prolongado, dietas muito restritivas e atividade física não combinada a uma boa nutrição geram perda de músculo, já que o organismo entende que falta combustível e sua energia do músculo. Aliando dieta balanceada e exercícios físicos, para cada quilo perdido na balança, espera-se uma perda de pelo menos 80% em gordura. Quando a massa muscular é adequada, a queima calórica da pessoa é maior, já que músculo queima muito mais energia do que gordura e este é um bom modo de fugir do temido efeito sanfona.
Caso a pessoa tenha perdido músculo e mantido gordura, ela corre o risco de sofrer um forte efeito sanfona. Isto porque ao voltar ao peso de antes, ela terá menos músculos. Além disso, após passar por uma restrição alimentar e voltar para a dieta comum, o corpo quer retornar rapidamente ao peso perdido, mas só recupera a gordura, então, a pessoa fica ainda mais flácida.
Evite dietas restritivas
Além disso, as dietas restritivas proporcionam uma série de problemas para a saúde. No caso dos métodos que restringem os carboidratos, a pessoa pode sentir dores de cabeça, mal estar e tonturas e também pode ocorrer a deficiência de nutrientes e o excesso do consumo de gorduras. Os problemas mencionados, com exceção da grande quantidade de gorduras também pode ocorrer em dietas com grande restrição de calorias.
Por Filippo Pedrinola
Fonte: portal Minha Vida
(www.minhavida.com.br)
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