Polícia Civil prende advogada por planejar a execução do marido em Bento Gonçalves

Reviravolta: Polícia Civil prende advogada por planejar a execução do marido Roberto Fortunato Dall’Agnol no ano de 2021 em Bento Gonçalves

Polícia Civil prende advogada por planejar a execução do marido em Bento Gonçalves.
Roberto Fortunato Dall’Agnol, de 48 anos, foi morto em 2021. À direita, a advogada presa na tarde de terça-feira. Foto: Reprodução/Redes Sociais e Polícia Civil

Bento Gonçalves (RS) – A Polícia Civil, por meio da 1ª Delegacia de Polícia de Bento Gonçalves, prendeu preventivamente uma advogada de 36 anos. Ela é apontada como mentora intelectual da morte do marido, o advogado Roberto Fortunato Dall’Agnol, de 48 anos. O crime ocorreu em 11 de setembro de 2021. Na época, os envolvidos teriam simulado um latrocínio para despistar as investigações.

O crime

Roberto Fortunato Dall’Agnol foi morto em casa, no bairro Conceição. Ele foi amarrado, agredido e executado com um disparo na nuca.

Dois homens foram presos e condenados pelo roubo seguido de morte. No entanto, com o avanço das investigações, a 1ª DP identificou que a cena do crime ocultava uma trama muito mais complexa e passou a apurar a possível participação de um mandante.

A investigação que mudou o rumo do caso

A reabertura do inquérito ocorreu após a Polícia Civil reunir provas robustas que ligam a advogada diretamente aos executores. Segundo a investigação, a suspeita teria:

  • Arquitetado o crime previamente, fornecendo as chaves de acesso ao imóvel;
  • Ajustado detalhes da execução, estando presente na residência no momento dos fatos;
  • Simulado a subtração de bens para desviar o foco das autoridades e sustentar a tese de latrocínio.

Intimidação e obstrução

Durante o aprofundamento das diligências, a advogada e o atual companheiro enviaram ameaças anônimas aos policiais responsáveis pelo caso.

A equipe utilizou técnicas de inteligência cibernética e análise de dados para rastrear as mensagens, identificar a origem e comprovar a tentativa de intimidação e de obstrução da Justiça.

Prisão

A Justiça decretou a prisão preventiva diante do risco à ordem pública e à instrução processual. A advogada foi presa na tarde de terça-feira (3).

Com a medida, a Polícia Civil esclarece que a responsabilização criminal não distingue posição social ou profissão e que crimes graves serão esclarecidos, mesmo após o tempo decorrido.

Denúncias

A Polícia Civil solicita a colaboração da população. Informações podem ser repassadas de forma anônima pelo WhatsApp da 1ª DP de Bento Gonçalves: (54) 99907-6128.

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