Polícia Federal pede suspeição de Toffoli no inquérito do Banco Master

Agentes da PF encontraram citação ao ministro Toffoli no celular do banqueiro Daniel Vorcaro

Polícia Federal pede suspeição de Toffoli no inquérito do Banco Master,
Começo de ano conturbado para o ministro Dias Toffoli. Foto: ASCOM/STF

E Toffoli, hein? No centro de uma nova controvérsia no Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Dias Toffoli pode deixar a relatoria do inquérito que investiga fraudes no Banco Master. A Polícia Federal (PF) pediu ao presidente da Corte, Edson Fachin, a suspeição do ministro no caso.

Toffoli em xeque

A PF encaminhou o pedido na última segunda-feira (9). Segundo informou Fachin, agentes encontraram uma menção ao nome de Toffoli em uma mensagem no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Vorcaro é investigado no inquérito e teve o aparelho apreendido durante busca e apreensão. O conteúdo da mensagem está sob segredo de Justiça.

Após receber a comunicação, Fachin abriu um procedimento interno. Ele determinou a notificação de Toffoli para que apresente defesa. Caberá ao presidente do STF decidir se o ministro continuará como relator da investigação.

Resort Tayayá

No mês passado, Toffoli já havia sido alvo de críticas por permanecer à frente do caso. Reportagens informaram que a Polícia Federal encontrou irregularidades em um fundo de investimento ligado ao Banco Master.

O fundo adquiriu participação no Resort Tayayá, no Paraná. O empreendimento pertencia à família do ministro.

Defesa

Em nota, o gabinete de Toffoli afirmou que a Polícia Federal não tem legitimidade para solicitar sua suspeição. A manifestação classificou o pedido como “ilações”.

“O gabinete do ministro Dias Toffoli esclarece que o pedido de declaração de suspeição apresentado pela Polícia Federal trata de ilações. Juridicamente, a instituição não tem legitimidade para o pedido, por não ser parte no processo, nos termos do artigo 145, do Código de Processo Civil. Quanto ao conteúdo do pedido, a resposta será apresentada pelo ministro ao presidente da Corte”, declarou.

Investigação

Em novembro de 2025, a Polícia Federal deflagrou a Operação Compliance Zero. A ação teve como alvo Daniel Vorcaro e outros investigados. A operação apura a concessão de créditos falsos pelo Banco Master.

O Banco Master teve a liquidação decretada pelo Banco Central em 18 de novembro de 2025. A medida foi motivada por grave crise de liquidez.

As investigações também incluem a tentativa de compra da instituição financeira pelo Banco de Brasília (BRB), banco público ligado ao governo do Distrito Federal. Segundo a PF, as fraudes podem chegar a R$ 17 bilhões.

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