Correios já acumulam R$ 5,5 bilhões de prejuízo em 2026
Governo Lula acumula prejuízos consecutivos nos Correios; estatal não fechou nenhum ano deste mandato com resultado positivo

Os Correios já acumulam cerca de R$ 5,5 bilhões de prejuízo apenas no primeiro semestre de 2026. A estatal segue no vermelho durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), após registrar resultados negativos em 2023, 2024 e 2025.
Correios no governo Lula
- Em 2023, prejuízo de R$ 596 milhões.
- Em 2024, prejuízo de R$ 2,59 bilhões.
- Em 2025, prejuízo de R$ 8,46 bilhões.
- Em 2026, apenas no primeiro semestre, prejuízo de cerca de R$ 5,5 bilhões.
No primeiro trimestre deste ano, os Correios registraram prejuízo líquido de R$ 3,16 bilhões. No segundo trimestre, foram mais R$ 2,39 bilhões de resultado negativo.
A estatal chegou ao fim de junho com cerca de R$ 5,5 bilhões no vermelho.
Governo prevê aporte de R$ 6 bilhões
O governo federal vai incluir uma previsão de aporte de R$ 6 bilhões nos Correios no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027. O valor está relacionado ao empréstimo de R$ 12 bilhões contratado pela estatal com cinco bancos no fim de 2025, com garantia do Tesouro Nacional.
Pelo contrato, a União precisa aportar pelo menos R$ 6 bilhões nos Correios até o fim de 2027. Caso isso não aconteça, os bancos poderão antecipar o vencimento da dívida. Como a operação tem garantia da União, o governo federal poderá ser acionado para honrar os pagamentos caso a estatal não cumpra suas obrigações.
Plano de reestruturação
Em meio à crise financeira, os Correios colocaram em prática um “plano de reestruturação” que, diante dos sucessivos prejuízos bilionários, ainda não conseguiu reverter o resultado negativo da empresa.
Entre as medidas anunciadas estão programa de demissão voluntária, redução de despesas, venda de imóveis, renegociação de contratos e mudanças na estrutura financeira da estatal.
Nota da Redação: Na prática, o aporte previsto de R$ 6 bilhões e as garantias da União nos empréstimos dos Correios transferem todo o risco financeiro para o pagador de impostos. Enquanto isso, a estatal segue acumulando prejuízos bilionários.