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Primeira gaúcha vacinada contra a COVID-19 morre aos 102 anos

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Dona Eloína, residente de Porto Alegre, se tornou um símbolo da esperança para superar a pandemia

Foto: Cesar Lopes/Prefeitura de Porto Alegre

Faleceu, na manhã desta terça-feira, 26/03, em Porto Alegre, Eloína Gonçalves Born. Natural da capital, ela se tornou um símbolo da esperança na luta contra a pandemia quando, em 18 de janeiro de 2021, foi a primeira idosa a ser vacinada contra a COVID-19 no Rio Grande do Sul.

Eloína faleceu no Donna Care Lar de Idosos, em Porto Alegre, onde vivia há vários anos. Ela tinha 102 anos. A causa da morte não foi divulgada. O velório será às 15h desta terça, na capela G do Cemitério São Miguel e Almas, na capital, com a cremação às 18h, no mesmo local.

Prestes a completar 100 anos, a Dona Eloína foi selecionada pelo Núcleo de Residenciais Geriátricos – Moderna Idade do SINDIHOSPA (Sindicato dos Hospitais e Clínicas de Porto Alegre) para ser a pioneira na vacinação contra a COVID-19. A cerimônia, no Hospital de Clínicas, marcou o início da imunização no Estado.

Eloína teve dois filhos (um já falecido), quatro netos e três bisnetos. Ela nasceu no dia 24 de julho de 1921 e sempre viveu na capital gaúcha. Nos últimos anos, seguia lúcida, aproveitando seu dia a dia vendo televisão, fazendo compras pela internet, degustando pastel, cueca virada e até uma cerveja para um brinde. Gostava também de ouvir samba e música sertaneja.

Em julho de 2021, quando completou seu centenário, Eloína recebeu uma homenagem do Governo do Estado: ela visitou o Palácio Piratini, sendo recepcionada pelo governador Eduardo Leite no Salão Negrinho do Pastoreio, com direito a um “parabéns a você” com um músico da Banda da Brigada Militar.

A idosa tomou todas as doses da vacina contra a COVID-19 e sempre incentivava que as pessoas fizessem o mesmo. Em 2023, após receber a dose bivalente, recebeu a visita do governador no residencial Donna Care. “Visitei ele na casa dele. Agora, ele vem me ver”, disse na ocasião.

“Ela foi um exemplo para todos nós. Um símbolo desse momento da história que nos permitiu superar a pandemia. Fica para sempre a lembrança da sua alegria”, diz o presidente do SINDIHOSPA, Henri Siegert Chazan.