Vinícola Garibaldi transforma resíduos da uva em biofertilizante
Resíduos da uva na Vinícola Garibaldi passam por compostagem e retornam aos vinhedos; cerca de 4,5 milhões de quilos são destinados ao processo por ano

Garibaldi (RS) – Os resíduos da uva na Cooperativa Vinícola Garibaldi passaram a integrar um ciclo que começa na produção de vinhos, espumantes e sucos e retorna aos vinhedos. Desde a safra de 2025, 100% dos resíduos gerados no processamento da fruta são enviados para compostagem e transformados em biofertilizantes.
Resíduos da uva voltam aos vinhedos
Estima-se que 50% dos nutrientes retirados do solo pela videira entre a brotação e a maturação permaneçam nos resíduos após o processamento da uva. A proposta da Cooperativa Vinícola Garibaldi é devolver parte desses nutrientes à terra, utilizando o composto orgânico na adubação dos vinhedos dos cooperados.
A cooperativa já vinha testando, nos últimos anos, a aplicação do material produzido a partir de bagaço, engaço, sementes e borras do mosto e da vinificação. Segundo o enólogo Ricardo Morari, os resultados foram positivos. “Os biofertilizantes oferecem um aporte nutricional muito interessante para as plantas”, afirma.
4,5 milhões de quilos seguem para compostagem
Com uma safra média de 30 milhões de quilos de uva, a Vinícola Garibaldi destina aproximadamente 4,5 milhões de quilos de resíduos orgânicos à compostagem por ano. O volume representa cerca de 15% de toda a uva processada pela cooperativa.
O processo biológico leva aproximadamente dois anos. Ao final desse período, a estimativa é obter cerca de 1,35 milhão de quilos de adubo. “À medida que o composto produzido a partir desta e das próximas safras começar a retornar aos vinhedos, teremos um volume significativo para suprir parte importante das necessidades nutricionais das plantas”, explica Morari.
Vinícola Garibaldi amplia reaproveitamento de recursos
A Vinícola Garibaldi também mantém outras iniciativas voltadas à economia circular e ao aproveitamento de recursos:
- reutilização da água tratada na estação de tratamento de efluentes nas torres de refrigeração, reduzindo o consumo de água potável;
- uso exclusivo de gás natural nas caldeiras responsáveis pela geração de vapor para a produção de sucos;
- utilização de processos de centrifugação e filtração tangencial na elaboração de vinhos, espumantes e sucos, reduzindo a necessidade de materiais auxiliares durante a clarificação das bebidas.