Ricardo Lewandowski entrega carta de demissão do Ministério da Justiça a Lula
Ministro Ricardo Lewandowski alegou motivos pessoais e familiares para deixar o cargo após quase dois anos de gestão como ministro da Justiça de Lula

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, oficializou sua saída do governo nesta quinta-feira (8). Ele entregou pessoalmente a carta de demissão ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), encerrando um ciclo que começou em fevereiro de 2024. O magistrado aposentado do STF justificou que questões pessoais e familiares motivaram a decisão.
A exoneração deve ser publicada em breve no Diário Oficial da União (DOU). Antes de sair, Lewandowski cumpriu sua última agenda pública ao lado de Lula em um evento que lembrou os “três anos dos atos de 8 de janeiro”.
Quem assume o ministério?
Com a vacância do cargo, o secretário-executivo Manoel Almeida assume a pasta de forma interina. Almeida já era o braço direito do ministro e deve garantir a continuidade dos trabalhos até que um substituto definitivo seja anunciado.
Em sua carta de despedida, Lewandowski destacou o empenho da equipe:
“Tenho a convicção de que exerci as atribuições do cargo com zelo e dignidade, exigindo de mim e de meus colaboradores o melhor desempenho possível, consideradas as limitações políticas, conjunturais e orçamentárias das circunstâncias pelas quais passamos”, afirmou o ministro.
Estrutura do Ministério da Justiça
A transição no Ministério da Justiça ocorre enquanto o governo Lula avalia se manterá a estrutura atual ou se optará pelo desmembramento da pasta, criando um ministério exclusivo para a Segurança Pública.
Atualmente, o MJSP conta com importantes instituições e órgãos vinculados, como:
- Polícia Federal (PF) e Polícia Rodoviária Federal (PRF);
- Departamento Penitenciário Nacional (Depen);
- Secretarias nacionais de Políticas sobre Drogas (Senad) e do Consumidor (Senacon).