RS inicia 2026 com mais pessoas endividadas

RS começa o ano com alta na inadimplência e maior dificuldade de recuperação de crédito em relação a 2025

RS inicia 2026 com mais pessoas endividadas.
Abismo econômico: inadimplência em alta, crédito restrito e poucas compras. Foto: Diego Dias

O consumidor gaúcho iniciou 2026 mais endividado e com mais dificuldades para recuperar o crédito na comparação com o início de 2025. Dados divulgados pela Federação Varejista do RS mostram esse cenário.

📊 Cresce o número de inadimplentes

Entre janeiro de 2026 e janeiro de 2025, o número de inadimplentes no Rio Grande do Sul aumentou 9,19%. No mesmo período, as dívidas em atraso por consumidor cresceram 18,24%. Além disso:

  • 87,22% dos inadimplentes são reincidentes
  • 42,09% possuem dívidas de até R$ 1 mil
  • A média da soma das dívidas por inadimplente chegou a R$ 5.264,13 em janeiro de 2026
  • Quem conseguiu recuperar o crédito pagou, em média, R$ 2.126,20
  • 66,59% das recuperações envolveram pagamentos de até R$ 500

Os dados indicam que, embora parte das dívidas tenha valores menores, o montante médio acumulado por consumidor segue elevado.

⏳ Dívidas antigas preocupam

No Rio Grande do Sul, o atraso médio das dívidas chega a 28 meses.

  • Dívidas de 4 a 5 anos: queda de 27,5% no número de pessoas que quitaram essas pendências
  • Dívidas de 1 a 3 anos: queda de 20,08% no número de consumidores que conseguiram regularizar a situação

Isso mostra que, além do aumento da inadimplência, menos consumidores estão conseguindo pagar dívidas acumuladas há mais tempo, o que prolonga a permanência nos cadastros de devedores e dificulta a recuperação financeira.

🗣️ Análise

Segundo o presidente da Federação Varejista do RS, Ivonei Pioner, a inadimplência já vinha se desenhando diante das adversidades enfrentadas, como secas e enchentes. Ele afirma que a resposta do poder público e as soluções apresentadas na reestruturação da economia ficaram muito aquém do que era necessário, o que agora se reflete no aumento do número de consumidores endividados e na maior dificuldade de recuperação do crédito.

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