STF bloqueia bens de Valdemar Costa Neto e Eduardo Cunha

Ministro Flávio Dino, do STF, bloqueou R$ 119 milhões de Valdemar Costa Neto e R$ 6,15 milhões de Eduardo Cunha por suspeitas envolvendo emendas

STF bloqueia bens de Valdemar Costa Neto e Eduardo Cunha.
Eduardo Cunha (à esquerda) e Valdemar Costa Neto. Fotos: Wilson Dias e Valter Campanato/Agência Brasil

Brasília (DF) – O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o bloqueio de bens do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e do ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (Republicanos). Os dois casos são desdobramentos da Operação Transparência, da Polícia Federal (PF), que investiga suspeitas de direcionamento irregular de emendas parlamentares.

STF bloqueia R$ 119 milhões de Valdemar Costa Neto

No caso de Valdemar Costa Neto, o STF bloqueou R$ 119 milhões. A investigação aponta que ele teria participado da indicação de 21 emendas entre 2024 e 2026, mesmo sem exercer mandato parlamentar.

Segundo a Polícia Federal, funcionários da liderança do PL procuravam Mariângela Fialek, servidora responsável pelo registro das emendas na Câmara dos Deputados. A defesa negou irregularidades e afirmou que a decisão se baseia em “premissas frágeis e inferências subjetivas”.

Eduardo Cunha tem R$ 6,15 milhões bloqueados

Flávio Dino também determinou o bloqueio de R$ 6,15 milhões do ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha. Conforme a investigação, ele teria direcionado pelo menos 21 emendas da Comissão de Saúde, apesar de estar sem mandato desde 2016.

Mensagens e planilhas encontradas no celular de Mariângela Fialek indicariam um sistema paralelo para definir e remanejar recursos. A defesa negou irregularidades, afirmou que Cunha não foi ouvido antes da decisão e destacou que o valor corresponde ao total das emendas investigadas, sem indicação de que ele tenha recebido os recursos.

Hugo Motta critica intervenção judicial

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), criticou o que classificou como uma intervenção judicial indevida em uma atividade típica do Parlamento. Segundo ele, a destinação das emendas segue as normas vigentes e os compromissos firmados entre os poderes Executivo e Legislativo perante o STF.

Motta também manifestou confiança nos servidores da Câmara. Para o presidente da Casa, a autorização para que as equipes operacionalizem as indicações conforme a orientação da direção partidária faz parte do funcionamento administrativo dos mandatos e “não traduz qualquer irregularidade”.

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