Substituto de Roberto Jefferson, TSE autoriza candidatura de Padre Kelmon à Presidência
A chapa também será composta pelo candidato a vice-presidente Pastor Gamonal, também pelo PTB
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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aceitou nesta quinta-feira, 15/09, o registro de candidatura de Padre Kelmon (PTB) à Presidência da República. Kelmon foi indicado pelo partido após o ex-deputado Roberto Jefferson ter a candidatura barrada pelo tribunal. A chapa também será composta pelo candidato a vice-presidente Pastor Gamonal (PTB).
Antes de substituir a candidatura de Jefferson, a legenda indicou Kelmon como candidato a vice-presidente. Ele declarou à Justiça Eleitoral patrimônio de R$ 8,5 mil, composto por depósitos em caderneta de poupança.
A candidatura de Roberto Jefferson foi impugnada pelo Ministério Público Eleitoral, que apontou a inelegibilidade dele em razão de sua condenação a sete anos de prisão, no Supremo Tribunal Federal (STF), pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, no caso do mensalão, em 2013. O caso o enquadra na Lei da Ficha Limpa, afirmou o vice-procurador-geral eleitoral, Paulo Gonet.
A defesa de Jefferson sustentou em plenário que ele foi beneficiado por indulto presidencial em dezembro de 2015, o que teria extinguido todos os efeitos da condenação, incluindo efeitos secundários como a inelegibilidade. No entanto, o TSE entendeu que o indulto presidencial não atinge os efeitos secundários da condenação.
Quem é Padre Kelmon?
Kelmon Luís da Silva Souza, que era candidato a vice-presidente, assumiu a candidatura pelo PTB após o TSE barrar Roberto Jefferson. Natural de Acajutiba (BA), tem 45 anos, Ensino Superior completo, e declara-se como padre ortodoxo, mas não faz parte da comunhão das Igrejas Ortodoxas do Brasil.
Demais candidatos
Com a oficialização da entrada de Kelmon no pleito eleitoral, o Brasil tem mais 10 candidatos à Presidência da República: Ciro Gomes (PDT), Constituinte Eymael (DC), Felipe D’Avila (Novo), Jair Bolsonaro (PL), Léo Péricles (UP), Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Simone Tebet (MDB), Sofia Manzano (PCB), Soraya Thronicke (União) e Vera Lúcia (PSTU). Saiba mais sobre eles aqui.
Fonte: Agência Brasil