Tarcísio diz que, se fosse presidente, primeiro ato seria conceder indulto a Bolsonaro
Governador paulista Tarcísio de Freitas diz que, se fosse presidente, concederia indulto a Bolsonaro, nega candidatura em 2026 e defende anistia

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou em entrevista ao Diário do Grande ABC, publicada nesta sexta-feira (29), que seu primeiro ato como presidente seria conceder indulto ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
“Na hora. Primeiro ato. Porque eu acho que tudo isso que está acontecendo é absolutamente desarrazoado”, declarou Tarcísio.
Apesar da afirmação, o governador disse que não é candidato à Presidência em 2026 e destacou: “Todo governador de São Paulo é presidenciável, pelo tamanho do Estado, um Estado muito importante. Mas vamos pegar na história recente: o último foi Jânio Quadros e o penúltimo Washington Luís”, afirmou.
Tarcísio também expressou preocupação com o julgamento de Bolsonaro no STF e criticou a condução das investigações. “Fico muito preocupado com o enredo que se montou”, declarou.
O governador elogiou Bolsonaro, chamando-o de “fortaleza moral e intelectual”, e afirmou que tem convicção da inocência do ex-presidente. “Eu estive com ele cinco vezes entre novembro e dezembro [2022]. Bolsonaro nunca mencionou absolutamente nada de virada de mesa. Ele se tornou um grande amigo”, declarou Tarcísio.
Ainda na entrevista, Tarcísio defendeu a construção de uma anistia pelo Congresso Nacional como forma de pacificação política. “O Congresso tem que ter sua prerrogativa respeitada. Essa solução não é novidade, esteve presente em outros momentos da história do Brasil”, disse, citando episódios como a Revolta da Chibata, a Revolução de 1932 e a anistia de 1979.
Sobre o atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ele foi direto: “Já passou da hora [de Lula] há muito tempo. Se quiser fazer um favor para o Brasil, sai de cena. Ele não tem mais nada para contribuir”, afirmou.