Após pagar fiança, empresário suspeito de manter trabalhadores em situação de escravidão é solto

O valor estabelecido para a fiança foi de 30 salários mínimos, cerca R$ 39.060

Foto: PRF

O empresário Pedro Oliveira Santana, dono da empresa Oliveira & Santana, que recrutou cerca de 180 homens vindos do Nordeste para trabalhar na safra da uva e para o abate de frangos para empresas da Serra Gaúcha – principalmente em Bento Gonçalves – e que suspostamente estaria os mantendo em um alojamento em condições semelhantes a escravidão, pagou fiança e foi liberado da Penitenciária na tarde desta quinta-feira, 23/02. Ele havia sido preso na noite de quarta-feira, 22/02, em uma operação da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Polícia Federal (PRF)  Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e que contou com apoio da Brigada Militar. 

 O valor estabelecido para a fiança foi de 30 salários mínimos, cerca R$ 39.060. Os trabalhadores relataram aos policiais e membros do MTE diversas situações desde que chegaram ao local no bairro Borgo, em Bento, no dia 2 de fevereiro, como, por exemplo, atrasos nos pagamentos dos salários, violência física, longas jornadas de trabalho e alimentos estragados. Também disseram que eram coagidos a permanecer no local sob pena de pagamento de uma multa por quebra do contrato de trabalho. 

 O MTE irá analisar individualmente os direitos trabalhistas de cada trabalhador para a buscar a devida compensação e seguirá na investigação do caso. 

A prefeitura de Bento Gonçalves, emitiu uma nota informando que  desde o início da operação decorrente de denúncia de trabalho análogo à escravidão, está atuando ao lado da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) no atendimento aos trabalhadores.

A prioridade da atuação é dar suporte e garantir apoio aos trabalhadores, providenciando transporte e alojamento temporário. Todas as ações estão sendo coordenadas pela secretaria de Esportes e Desenvolvimento Social (Sedes). 

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