Copom reduz taxa Selic, mas Brasil ainda tem juros entre os maiores do mundo
Juros seguem elevados no país, enquanto a inflação continua pressionando o bolso das famílias brasileiras

Brasília (DF) – O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduziu a taxa Selic de 14% para 13,75% ao ano nesta quarta-feira, 16 de setembro.
Juros continuam em patamar elevado
Embora este seja o quinto corte consecutivo do comitê, as taxas brasileiras permanecem entre as maiores do mundo. Na prática, juros altos encarecem empréstimos e financiamentos. Esse cenário dificulta as compras das famílias e desestimula os investimentos das empresas.
- 18/03/2026: 14,75%
- 29/04/2026: 14,50%
- 17/06/2026: 14,25%
- 05/08/2026: 14,00%
- 16/09/2026: 13,75%
A redução até pode aliviar esse custo. No entanto, o movimento não significa crédito barato nem queda imediata nas taxas cobradas pelos bancos.
Impacto direto no bolso e no emprego
Segundo o Copom, a inflação desacelerou, mas segue acima da meta. Isso indica que o custo de vida continua subindo. Quando os salários não acompanham esse ritmo, o dinheiro perde poder de compra.
Além disso, a economia nacional cresce em ritmo mais lento. Essa desaceleração pode travar novas contratações e frenar o aumento da renda real.
FIERGS alerta para incertezas nos investimentos
A Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (FIERGS) avalia que a queda ajuda o mercado. Contudo, a entidade alerta que a crise institucional e a proximidade das eleições ampliam as incertezas no setor produtivo.
“Para que a redução dos juros se traduza efetivamente em mais investimentos e crescimento, precisamos também recuperar a confiança e a previsibilidade”, destaca o presidente da FIERGS, Claudio Bier.