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Empresas de máquinas agrícolas paralisam atividades de 1.470 funcionários gaúchos

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Com a queda nas vendas, a John Deere em Horizontina afastou temporariamente 1.100 funcionários, e a AGCO em Santa Rosa afastou outros 370

Pelo menos 1.470 funcionários de duas fábricas de máquinas agrícolas do noroeste do RS tiveram suas atividades paralisadas a partir desta segunda-feira, 25 de março. A medida deve durar no mínimo dois meses e foi a solução justificada pelas empresas para não demitir os trabalhadores devido às quedas nas vendas.

Conforme o portal GZH, as empresas John Deere e AGCO aplicaram layoff, que suspende as atividades dos trabalhadores durante um período determinado. O modelo é uma dispensa temporária do trabalhador, que segue recebendo salários mesmo sem trabalhar. Parte será pago pelo governo federal através do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), e parte pela empresa. Desta forma, não há desconto de férias nem danos no 13º salário.

Além disso, formato foi aprovado junto aos sindicatos dos metalúrgicos para garantir que as empresas mantivessem os vínculos com os empregados, sem prejuízos no 13º salário e nas férias. Infelizmente, nas duas empresas, a produção está completamente interrompida.

Empresas

John Deere
Foto: Reprodução/John Deere

Na John Deere, em Horizontina, são 1,1 mil funcionários afastados. Em nota, a John Deere confirmou que o período de “férias coletivas” iniciou nesta segunda-feira e que a empresa oferecerá “um complemento salarial à bolsa-qualificação fornecida pelo governo, de forma que os funcionários mantenham 100% dos seus salários neste período”.

AGCO
Foto: Reprodução/AGCO

Já em Santa Rosa, na AGCO, são entre 350 e 370 trabalhadores paralisados por no mínimo dois meses, podendo ser prorrogado por mais um mês. Em nota, a empresa informou que a suspensão visa “readequar a produção à demanda atual de mercado” e que as medidas são “necessárias frente aos desafios enfrentados para que a AGCO siga atuando de maneira sólida. Todos os esforços e atuação estão de acordo com as melhores práticas de gestão e reconhece a importância dos colaboradores para a empresa e o desenvolvimento agrícola e econômico do país”.