Inadimplência segue em alta no Rio Grande do Sul

Levantamento mostra que número de devedores no Rio Grande do Sul cresceu 9,55% em relação a maio de 2025

Inadimplência segue em alta no Rio Grande do Sul.
A cada ano, fica mais difícil renovar o guarda-roupa com tantos gaúchos endividados. Foto: Diego Dias

Rio Grande do Sul – O número de consumidores inadimplentes no Rio Grande do Sul cresceu 9,55% em maio de 2026, na comparação com o mesmo mês de 2025. O levantamento é do SPC Brasil e foi compilado pela Federação Varejista do RS.

Número de devedores cresceu 9,55% em um ano

Na comparação com maio de 2025, o número de devedores no Rio Grande do Sul cresceu 9,55% em maio de 2026. O levantamento aponta que essa tendência já vinha sendo observada nos meses anteriores. Os dados também mostram que:

  • 87,57% dos inadimplentes são reincidentes;
  • A reincidência aumentou 13,95% em relação a maio de 2025;
  • O número de dívidas acumuladas por inadimplente cresceu 18,69%.

São considerados reincidentes os consumidores que já estavam no cadastro há 12 meses ou que saíram da lista e voltaram a ficar inadimplentes nesse período.

Valor médio devido por inadimplente aumentou

O valor médio devido por cada inadimplente gaúcho, considerando a soma das dívidas, aumentou em maio de 2026, na comparação com abril de 2026. Os valores foram:

  • R$ 5.551,27 em maio de 2026;
  • R$ 5.489,71 em abril de 2026.

Embora a diferença pareça pequena de um mês para o outro, o impacto é grande quando se considera a soma de todos os consumidores inadimplentes no Rio Grande do Sul.

Valor médio pago por quem quitou dívidas caiu

Entre os consumidores que conseguiram pagar dívidas em maio de 2026, o valor médio quitado foi menor do que o registrado em abril de 2026. A comparação mostra:

  • R$ 2.638,58 em maio de 2026;
  • R$ 2.693,86 em abril de 2026.

Além de o valor médio das dívidas ter aumentado, o montante pago por quem conseguiu quitar débitos está diminuindo.

Dívidas antigas têm pagamento mais difícil

Entre os inadimplentes em maio de 2026, 34,72% têm dívidas que se arrastam entre 1 e 3 anos. A maior dificuldade, porém, aparece nas contas ainda mais antigas, entre 4 e 5 anos. Nesse grupo, houve queda de 27,44% na quitação de dívidas, na comparação com maio de 2025.

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