Nova ponte entre Cotiporã e Bento Gonçalves
Projeto de nova ponte sobre o Rio das Antas foi tema de reunião com o Governo do Estado

Cotiporã (RS) – O prefeito de Cotiporã, José Carlos Breda (PSD), voltou a Porto Alegre na quarta-feira, 14 de outubro, para tratar da construção de uma nova ponte entre Cotiporã e Bento Gonçalves, sobre o Rio das Antas. Breda reuniu-se com o secretário-geral de Governo do Rio Grande do Sul, Artur Lemos. O encontro teve como pauta a busca por recursos para viabilizar a nova ponte de Cotiporã.
Nova ponte de Cotiporã
Durante a reunião, foram apresentados os estudos da nova ponte, cujo projeto de engenharia foi contratado pela Prefeitura de Cotiporã. A estrutura teria 325,9 metros de comprimento e 8,4 metros de largura. Além disso, o projeto prevê uma altura superior aos níveis máximos de inundação já registrados no local.

Segundo o prefeito Breda, a nova estrutura busca garantir uma ligação definitiva entre os municípios, considerando o histórico de cheias do Rio das Antas. “Precisamos avançar na viabilização dessa obra, que é fundamental não apenas para Cotiporã e Bento Gonçalves, mas para toda a região”, afirmou.
Reunião anterior discutiu travessia provisória
Uma semana antes, em 7 de outubro, Breda também esteve em Porto Alegre para discutir alternativas de travessia sobre o Rio das Antas. A reunião aconteceu na Secretaria de Logística e Transportes do Estado. Também participaram o prefeito de Bento Gonçalves, Amarildo Lucatelli (PP), e o deputado estadual Guilherme Pasin (PP). Na ocasião, foi descartada a utilização de uma balsa como alternativa provisória.
Ainda naquele dia, o prefeito de Cotiporã reuniu-se com o secretário de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano, Davi Keller Severgnini. O encontro tratou da liberação de recursos para a nova ponte, cujo projeto já está cadastrado na secretaria.
Cronologia da Ponte de Cotiporã
Enquanto isso, a Ponte de Cotiporã permanece interditada desde julho. Em setembro, uma nova cheia agravou a situação e provocou a queda de um tabuleiro.
- 24 de julho – Após as cheias de julho, uma vistoria constatou que o primeiro tabuleiro do lado de Bento Gonçalves havia se deslocado cerca de 20 centímetros.
- 27 de agosto – As prefeituras de Cotiporã e Bento Gonçalves anunciaram a recuperação da estrutura por R$ 655.000,86, com a empresa Concreaço Fabricação de Artefatos de Cimento.
- 4 de setembro – A prefeitura de Cotiporã informou que recebeu orientação do Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Sul (TCE-RS) para suspender o início dos trabalhos e realizar uma perícia independente.
- 15 de setembro – Foi assinado o contrato da perícia técnica com a Vanin & Chamberlain Engenharia Estrutural Ltda., no valor de R$ 49.750.
- 16 de setembro – Os trabalhos de perícia começaram. Conforme a prefeitura de Cotiporã, a previsão inicial era concluir a avaliação até 21 de setembro.
- 23 de setembro – Após uma nova cheia do Rio das Antas, o tabuleiro que estava deslocado do lado de Bento Gonçalves foi levado pelas águas. Além disso, outro tabuleiro, do lado de Cotiporã, se deslocou cerca de 20 centímetros.
Com isso, a BR-470, ainda em obras de reconstrução, voltou a ser a principal via de acesso entre a Serra Gaúcha e a região Norte do Estado. Já a Balsa de Santa Bárbara, que faz a ligação entre Santa Tereza e São Valentim do Sul, sobre o Rio Taquari, está operando, mas nos últimos meses tem enfrentado problemas mecânicos frequentes. Além disso, a travessia de balsa é suspensa em dias de correnteza forte.
Nota da Redação
É evidente a necessidade de uma nova ponte ligando Bento Gonçalves e Cotiporã, acima das cotas de cheias. Ponto.
Porém, construir uma nova ponte no Rio Grande do Sul, infelizmente, é uma verdadeira epopeia. Basta observar a Ponte de Santa Bárbara, alguns quilômetros abaixo, que caiu em 4 de setembro de 2023, há 1.137 dias, e ainda está longe de ser concluída.
Portanto, é imprescindível que vereadores, prefeituras, deputados, núcleos partidários, governo do Estado e governo federal arregacem as mangas e trabalhem pelo restabelecimento da atual Ponte de Cotiporã, que pode, sim, voltar a operar em poucos meses.