Ponte de Cotiporã: obras começam nos próximos dias
Ponte de Cotiporã terá recuperação de R$ 655 mil; empresa já está autorizada a iniciar os trabalhos, com prazo previsto de 60 dias

Cotiporã (RS) – As obras para recuperar a Ponte de Cotiporã, sobre o Rio das Antas, entre Cotiporã e Bento Gonçalves, devem começar nos próximos dias. Após as cheias de julho, um dos tabuleiros da estrutura se deslocou e a ponte está interditada.
Empresa já pode iniciar os trabalhos
A recuperação custará R$ 655.000,86 e será dividida igualmente entre as prefeituras de Cotiporã e Bento Gonçalves. O prazo previsto é de 60 dias para a conclusão dos trabalhos de conserto e reforço da estrutura.
A empresa contratada é a Concreaço Fabricação de Artefatos de Cimento. A contratação ocorreu por dispensa emergencial, considerando a situação de emergência de Cotiporã, estabelecida pelo Decreto Municipal nº 4.727/2026 e reconhecida pelo Estado e pela Defesa Civil Nacional, conforme a Portaria nº 2.579, de 11 de agosto de 2026.
Municípios dividem investimento de R$ 655 mil
Cotiporã ficará responsável por 50% do valor da obra, enquanto Bento Gonçalves pagará os outros 50%. Os recursos previstos para a recuperação são próprios dos dois municípios.
O contrato já foi assinado e a empresa está autorizada a iniciar os reparos. Segundo a prefeitura de Cotiporã, a mobilização deve começar nos próximos dias, conforme as condições climáticas e operacionais.
Cotiporã tenta obter recursos do FUNRIGS
Em contato com o SERRANOSSA nesta quinta-feira, 27 de agosto, a prefeitura de Cotiporã informou que cadastrou o custo da recuperação da ponte no FUNRIGS, mas ainda não obteve retorno sobre a liberação dos recursos.
O prefeito de Cotiporã, José Carlos Breda (PSD), está em Porto Alegre nesta quinta para tratar justamente do assunto.
Segundo a prefeitura, por se tratar de uma liberação emergencial, caso o recurso seja aprovado pelo FUNRIGS, a expectativa é de que o dinheiro seja disponibilizado nos próximos dias. Se isso não ocorrer, Cotiporã e Bento Gonçalves arcarão com os custos da obra.
Recuperação será feita em duas etapas
A recuperação será realizada em duas etapas. A primeira consiste no restabelecimento da ponte, com a recolocação da estrutura e a liberação do trânsito leve.
Na segunda etapa, será realizado um reforço estrutural de maior porte, buscando garantir melhores condições de segurança e resistência à ponte.
Após as cheias de julho, uma vistoria realizada em 24 de julho constatou que o primeiro tabuleiro do lado de Bento Gonçalves havia se deslocado cerca de 20 centímetros. A avaliação contou com equipes das prefeituras de Bento Gonçalves e Cotiporã, engenheiros civis e integrantes da Defesa Civil.
A Ponte de Cotiporã permanece totalmente interditada, com bloqueios nas duas cabeceiras.
Nova ponte acima da cota de cheias
Além da recuperação da estrutura atual, Cotiporã tenta viabilizar junto à Defesa Civil Nacional o projeto para uma nova ponte acima da cota de cheias sobre o Rio das Antas.
A intenção é reduzir o risco de novas interrupções causadas pela elevação do rio.
Rotas alternativas pela região
A BR-470, na Serra das Antas, segue como principal ligação entre a Serra Gaúcha e a região Norte do Estado. O trecho entre Bento Gonçalves e Veranópolis está liberado 24 horas por dia desde 25 de julho, embora possa haver pontos com sistema de PARE e SIGA.
Também é possível utilizar a Balsa de Santa Bárbara, entre Santa Tereza e São Valentim do Sul. A travessia opera das 5h à meia-noite. A partir das 20h, as viagens ocorrem de hora em hora ou com a balsada cheia. A operação, porém, depende das condições do Rio Taquari e do correto funcionamento dos rebocadores.
Entre Dois Lajeados e Cotiporã, há ainda a possibilidade de passagem pela Ponte do Rio Carreiro.
Outra opção, especialmente para a ligação com o Vale do Taquari, é a Rota do Pão e do Vinho, entre Santa Tereza e Muçum. O trecho foi afetado pela enchente de julho, mas o trânsito está fluindo no local.