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Tacchini realiza neurocirurgia inovadora em paciente com Parkinson

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Foto: Hospital Tacchini/Divulgação

Na última semana, o Hospital Tacchini realizou em seu Centro Cirúrgico um procedimento conhecido como Deep Brain Stimulation (DBS), que pode ser traduzido livremente para o português como Estimulação Cerebral Profunda. A cirurgia inovadora é destinada ao tratamento de distúrbios do movimento, como a doença de Parkinson e o tremor essencial, oferecendo uma esperança para aqueles cujos sintomas não respondem mais aos tratamentos convencionais.

A DBS é reconhecida como um dos tratamentos mais eficazes para os sintomas da doença de Parkinson. Ela envolve a inserção de eletrodos em áreas específicas do cérebro, que são conectados a um dispositivo semelhante a um marca-passo implantado sob a pele. Esta técnica é capaz de regular os sinais elétricos no cérebro, reduzindo assim os sintomas motores debilitantes.

O procedimento, embora complexo, é considerado seguro e eficaz, oferecendo melhorias significativas na qualidade de vida dos pacientes. “A DBS não cura a doença de Parkinson nem impede sua progressão, mas é uma forma poderosa de controlar os sintomas motores e devolver aos pacientes autonomia, independência e qualidade de vida”, afirma o Dr. Vanderson Rodrigo Araújo, neurocirurgião responsável pelo procedimento no Tacchini. 

Os benefícios da DBS são notáveis, proporcionando uma melhora substancial nos tremores, rigidez, lentidão dos movimentos e movimentos involuntários. Além disso, a terapia também pode reduzir a necessidade de medicamentos, diminuindo assim os efeitos colaterais associados ao tratamento convencional.

Como funciona o DBS

Antes de submeter-se à cirurgia de DBS, os pacientes passam por uma rigorosa avaliação para determinar sua adequação ao procedimento. Isso inclui testes de resposta à levodopa (diagnóstico que envolve a administração de levodopa para avaliar a resposta de um paciente ao tratamento), avaliação cognitiva, ressonância magnética e consulta com neurocirurgião especializado em Parkinson.

Durante a cirurgia o paciente permanece acordado, com sedação leve e atendendo a comandos durante a implantação dos eletrodos. A precisão na colocação dos eletrodos e a programação precisa do dispositivo também são desafios para a equipe. Qualquer desvio no trajeto do estimulador pode resultar em complicações graves, como sangramento, paralisia ou convulsões.

Após a cirurgia, espera-se que os pacientes experimentem uma melhora significativa nos sintomas motores, o que pode aumentar sua independência e qualidade de vida. “O sucesso na realização de mais um procedimento inovador para o Tacchini, mostra não apenas que a estrutura do Centro Cirúrgico da instituição pode ser comparada com a dos melhores hospitais do país, mas também que possuímos profissionais altamente treinados e comprometidos com o paciente”, descreve o coordenador médico do Centro Cirúrgico do Hospital Tacchini, Dr. Leonardo Camargo.