Eleições 2026: eleitor terá de votar em dois senadores neste ano
Cada eleitor deverá escolher dois candidatos diferentes ao Senado nas eleições de 4 de outubro

Nas eleições gerais deste ano no Brasil, cada eleitor deverá votar em dois candidatos diferentes ao Senado. O primeiro turno ocorre em 4 de outubro e terá 54 vagas em disputa, duas para cada estado e para o Distrito Federal.
Por que o eleitor votará em dois senadores?
O Senado possui 81 cadeiras e renovará dois terços delas nas eleições deste ano. As outras 27 vagas continuarão ocupadas pelos senadores eleitos em 2022.
O mandato de senador dura oito anos. Por isso, a renovação alterna entre um terço e dois terços das cadeiras. Em 2030, cada eleitor voltará a escolher apenas um senador.
Como votar em dois senadores na urna
O eleitor escolherá o primeiro candidato, digitará o número e confirmará o voto. Em seguida, a urna abrirá a tela para a escolha do segundo candidato.
Os dois votos devem ser destinados a candidatos diferentes. Caso o eleitor repita o mesmo número, a urna validará apenas o primeiro voto e anulará automaticamente o segundo.
Regras para votar em dois senadores
Na hora da votação, o eleitor deve observar as seguintes regras:
- escolher dois candidatos diferentes;
- digitar os três números de cada candidato;
- votar apenas em candidatos do seu estado;
- confirmar cada voto separadamente;
- não repetir o mesmo número nas duas escolhas.
Na eleição para senador, não existe voto de legenda. Caso o eleitor digite apenas o número do partido, a urna considerará o voto nulo.
Veja a ordem de votação na urna
A votação nas eleições de 2026 seguirá esta sequência:
- deputado federal;
- deputado estadual ou distrital;
- primeiro voto para senador;
- segundo voto para senador;
- governador;
- presidente da República.
A urna somente permitirá o voto para governador depois que o eleitor confirmar o segundo voto para senador.
Dois candidatos serão eleitos por estado
A disputa para o Senado não possui segundo turno. Os dois candidatos mais votados em cada estado e no Distrito Federal serão eleitos, independentemente do percentual de votos que receberem.
De acordo com a Agência Senado, nas eleições de 2018, quando cada estado também elegeu dois senadores, os eleitores deixaram cerca de 63 milhões de votos para o Senado em branco, nulos ou incompletos. A situação ficou conhecida como “voto incompleto”.
Eleitor pode levar uma “colinha”
A Justiça Eleitoral permite que o eleitor leve uma anotação em papel com os números dos candidatos escolhidos. A chamada “colinha” facilita a votação e reduz o risco de erros na urna.
Já o uso do telefone celular durante a votação é proibido. O eleitor deverá desligar o aparelho e entregá-lo aos mesários antes de entrar na cabine.