MST invade fazendas, sedes do Incra e área da Embrapa em Permanbuco

As ações fazem parte do Abril Vermelho, que reforça a luta do grupo pela Reforma Agrária no Brasil

Foto: Agência Brasil

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) iniciou a Jornada Nacional de Luta pela Terra e pela Reforma Agrária invadindo ao menos nove fazendas e sedes do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) de pelo menos sete estados no chamado abril vermelho, quando há invasões de terras e prédios públicos pelo país.

As invasões começaram no sábado, 15/04, quando o movimento ocupou a área de oito fazendas em Pernambuco. Em nota, o MST alegou que as fazendas são latifúndios improdutivos.

Uma das fazendas invadidas em Petrolina (PE) pertence à Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Após a invasão, o órgão federal divulgou comunicado afirmando que a invasão aconteceu em terras agriculturáveis e de preservação da caatinga, onde são realizados experimentos e multiplicação de material genético de sementes e mudas de plantas.

Ainda segundo a Embrapa, a invasão das terras pode comprometer a vida de animais ameaçadas de extinção que são preservados na área, além de prejudicar as pesquisas realizadas no local. A área é ocupada por 660 famílias.

Nesta segunda, 17/04, as sedes do Incra foram invadidas pela manhã nos estados de Minas Gerais, Santa Catarina, Ceará, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Norte, além do Distrito Federal.

A Jornada Nacional de Luta pela Terra e pela Reforma Agrária no mês de abril, marcando os 27 anos do massacre de Eldorado do Carajás, quando 21 trabalhadores sem-terra foram mortos por tropas da Polícia Militar do Pará em 1996 .

Em comunicado, o MST defendeu a reforma agrária no Brasil e ressaltou a urgência de investimento para agricultura familiar e acesso à crédito para a produção de mais alimentos.

CPI do MST

É forte a pressão no Senado Federal para a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as invasões promovidas pelo MST.

A Bancada Ruralista na Câmara dos Deputados também tem pressionado para que a CPI saia do papel. O requerimento que solicita a abertura da investigação foi protocolado pelo deputado gaúcho tenente-coronel Zucco (Republicanos).