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Polícia Civil cumpre mandado em Bento durante investigação de quadrilha de roubo a carro-forte

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Foram cumpridos 64 ordens judiciais em seis cidades. – Foto: Henrique Kruger – Polícia Civil

Na manhã desta quarta-feira, 25/05, a Polícia Civil, por intermédio da 1ª Delegacia de Polícia de Repressão a Roubos (1ª DR), do Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC), deflagrou a Operação Pavão, com objetivo de combater quadrilha responsável pelo roubo a carro forte ocorrido em dezembro de 2021, no Supermercado Nacional, em Guaíba/RS.

Foram cumpridas 64 ordens judiciais, sendo dois mandados de prisão preventiva, sete de prisão temporária e 55 de busca e apreensão nas cidades de Porto Alegre/RS, Canoas/RS, Getúlio Vargas/RS, Bento Gonçalves/RS, São Gabriel/RS, Capão da Canoa/RS e São Paulo/SP.

Até o momento 11 pessoas foram presas: uma preventivamente, sete temporariamente e três em flagrante por posse de arma de fogo e munições. Os agentes apreenderam armas de fogo, munições, carregadores, coletes, roupas táticas de uso das forças de segurança pública, dentre outros objetos.

O crime

Os suspeitos, portando fuzis e pistolas, utilizando roupas táticas de uso das forças de segurança pública, em especial com identificação da Polícia Civil, e tripulando uma viatura caracterizada com insígnia da Polícia Civil RS, abordaram os vigilantes e subtraíram a quantia de R$ 4.354.000,00 (quatro milhões, trezentos e cinquenta e quatro mil reais) dos cofres do carro-forte.

Durante a fuga, um dos veículos foi abandonado por problemas mecânicos, sendo encontrados no seu interior cassetes com dinheiro do roubo. A quadrilha fugiu para a Ilha do Pavão, na Capital, local onde dois suspeitos foram presos em flagrante e outros dois mortos após confronto com a Brigada Militar. Na Ilha foram localizados coletes balísticos, revólveres, fuzil, carregadores e munições de calibres diversos e uma série de equipamentos e vestimentas táticas.

A Investigação

No decorrer da investigação, foram identificados os responsáveis pela aquisição dos vestuários táticos e do armamento utilizado pelos autores do roubo ao carro forte. Segundo a polícia, o valor roubado pelos suspeitos foi recuperado.

Um dos suspeitos presos na operação foi identificado como sendo o líder da organização criminosa, executando funções de comando no dia da ação. Investigações anteriores sobre o mesmo suspeito apuram a prática de fatos extremamente graves com reincidência no cometimento de crimes de roubo a carro-forte praticado com emprego de fuzil.

Outros dois presos participaram efetivamente do roubo ao carro forte, dirigindo os veículos utilizados no dia. Os demais presos tiveram suas tarefas divididas entre: fornecer informações privilegiadas acerca do funcionamento da empresa e fornecer armamento e materiais táticos análogos ao utilizado pela Polícia Civil.