Preços dos alimentos disparam no primeiro semestre de 2026

IPC-Fipe acumulou alta de 2,11% até junho, enquanto o grupo Alimentação avançou 4,03%

Preços dos alimentos disparam no primeiro semestre.
Tomate foi um dos alimentos que mais subiram no primeiro semestre, com alta de 70,47%. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Um relatório da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), divulgado na segunda-feira, 13 de julho, mostra que os preços continuaram subindo no primeiro semestre de 2026. Nesse período, o IPC-Fipe acumulou alta de 2,11%. Já o grupo Alimentação avançou 4,03%, quase o dobro do índice geral.

Tomate, batata, cebola e feijão acumulam fortes aumentos

De acordo com o relatório, os produtos frescos e semielaborados puxaram o aumento da alimentação no período. O tomate, por exemplo, subiu 70,47% no semestre. Além disso, a batata comum avançou 69,85%.

A cebola também acumulou forte alta, de 64,86%. Já o feijão, item essencial na mesa dos brasileiros, ficou 46,99% mais caro. A Fipe relaciona esses aumentos à redução da oferta, às quebras de safra e à menor área cultivada.

Educação lidera aumentos entre os grupos do IPC-Fipe

Apesar do forte aumento dos alimentos, o grupo Educação apresentou a maior alta no acumulado do ano. O grupo avançou 5,21% até junho. Além disso, em 12 meses, a elevação chegou a 5,73%.

Grupo No ano até junho Em 12 meses
Índice geral 2,11% 3,92%
Habitação 1,12% 3,34%
Alimentação 4,03% 3,16%
Transportes 1,84% 4,79%
Despesas pessoais -0,12% 4,61%
Saúde 2,15% 4,81%
Vestuário 2,43% 3,44%
Educação 5,21% 5,73%

Entre todos os grupos analisados, apenas as Despesas Pessoais registraram queda no primeiro semestre, com recuo de 0,12%.

Preços registram novo aumento em junho

Em junho, o IPC-Fipe subiu mais 0,18%. Nesse mês, a energia elétrica avançou 1,54% e teve o maior impacto individual no índice. O transporte por aplicativo também subiu, com alta de 4,95%. Além disso, o feijão aumentou 9,64% e a batata comum, 5,53%.

Por outro lado, alguns produtos registraram queda somente em junho. O etanol recuou 4,14%, enquanto a gasolina caiu 0,52%. Também houve redução no café em pó, no óleo de soja, na uva, na melancia e no tomate. No entanto, essas quedas pontuais não eliminaram os aumentos acumulados no semestre.

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