Copom mantém Selic em 13,75% com economia em desaceleração e inflação em alta
Banco Central aponta perda de força da economia, sinais de desaquecimento no mercado de trabalho e inflação em alta

Brasília (DF) – O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu manter a taxa Selic em 13,75% ao ano nesta quarta-feira, 4 de novembro. A decisão ocorre em meio à desaceleração da economia brasileira, aos sinais de desaquecimento do mercado de trabalho e à alta da inflação.
Banco Central aponta desaceleração da economia
Segundo o Copom, os dados divulgados desde a última reunião mostram que a economia brasileira está perdendo força.
O Banco Central também identificou sinais de desaquecimento no mercado de trabalho.
Inflação acelera e previsões pioram
Além da perda de força da economia, a inflação voltou a acelerar. Segundo o Copom, os indicadores de inflação ficaram acima do limite máximo permitido pela meta estabelecida pelo Banco Central.
As previsões do mercado financeiro também pioraram. Conforme a pesquisa Focus, a inflação esperada para 2026 chegou a 5,2%, enquanto a estimativa para 2027 atingiu 4,8%. Os dois percentuais superam o teto de 4,5% da meta de inflação, que é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.
Juros elevados e incertezas na economia
O Copom reconheceu que a taxa Selic permanece em um patamar elevado, em meio ao aumento das incertezas, à piora das expectativas de inflação e à desaceleração mais acentuada da economia brasileira.
O Comitê também alertou para os efeitos dos conflitos no Oriente Médio sobre os preços do petróleo e seus derivados. Além disso, apontou riscos relacionados à alta do dólar, às dificuldades da economia mundial e à possibilidade de uma desaceleração ainda maior no Brasil.
Votaram pela manutenção da taxa Selic Gabriel Galípolo (presidente), Ailton de Aquino Santos, Gilneu Francisco Astolfi Vivan, Izabela Moreira Correa, Nilton José Schneider David, Paulo Picchetti e Rodrigo Alves Teixeira.